Burgman
movido a hidrogênio deve ser produzido em série
em 2015
Na próxima década, a União
Européia tem como meta cortar a emissão de gás
carbônico para um quinto da quantidade emitida em 1990.
Mas as ações já se iniciaram agora em 2010:
o principal alvo dos dirigentes do bloco de 27 países
é começar a redução dos poluentes
nos meios de transporte. De olho nessa oportunidade, a Suzuki
Motor Corporation em parceria com a Intelligent Energy, empresa
inglesa que produz energias limpas, anunciou recentemente o
lançamento do Suzuki Burgman Fuel Cell. O scooter movido
a célula de hidrogênio vai começar a ser
testado nas ruas da pequena cidade de Loughborough nas próximas
semanas, e deve rodar em Londres até o final deste ano.
A tecnologia que movimenta o novo Burgman "limpo"
é a mesma apresentada no protótipo Suzuki Crosscage
há mais de dois anos, no Salão de Tóquio.
Ela é alimentada por um cilindro de hidrogênio,
que reage com oxigênio produzindo eletricidade e água.
Uma bateria de íon lítio e a célula de
combustível fornecem a energia necessária para
que o scooter rode cerca de 350 km. Diferentemente de outros
veículos movidos a célula de combustível,
a bateria desse novo Burgman não precisa ser recarregada.
Um mecanismo de auto-recarregamento faz o trabalho enquanto
você acelera ou desacelera e continua a fornecer energia,
desde que haja hidrogênio no cilindro e oxigênio
na atmosfera. Após os 350 km de autonomia, será
necessário reabastecer o pequeno cilindro de hidrogênio,
o que leva cerca de cinco minutos. Apesar da rapidez do processo,
este ainda é um dos grandes entraves para a adoção
de um veículo como o Burgman Fuell Cell em grandes centros
urbanos: a falta de "postos de hidrogênio".
Entretanto, a Suzuki e a empresa inglesa projetam que, em cinco
anos, o Burgman Fuel Cell e outros veículos com essa
tecnologia passem a ser produzidos em massa. "Está
amadurecendo a idéia entre os governos, fabricantes,
companhias de gás e petróleo, e também
entre os usuários que, em 2015, já estaremos rodando
com veículos movidos a hidrogênio", afirmou
um executivo da empresa.