ENCHENDO
LIGUIÇA!?
Caramba!, mal posso falar do Lula que os meus
amigos caem de “pau”. Tenho que engolir sapo com
escamas, todas as vezes que o “home” ganha um prêmio
qualquer, mas o bom disso tudo é que o presidente não
é meu amigo e os meus amigos, apesar dos cascudos que
me empreendem, continuam meus amigos e isto é o que me
importa. Aí entra a frase do dia: Só sou o que
posso e consigo ser, porque tenho amigos, não os fossem,
eu não seria e talvez, nem mesmo existiria!
Caramba!, novamente, faço obras de arte em parceria com
ilustres paisagistas e recebo criticas de desinformados que
mal me conhecem, comunicando minha arte em página de
informativo na web, sem mesmo me darem o direito da elucidação
do que se pretende com a investida, de onde e de que forma originou-se
o trabalho nelas desenvolvido. Esquecem-se, neste caso, que
a reciclagem não é mais um conceito e sim uma
necessidade com que a humanidade tem de se acostumar, caso queiramos
perpetuar nossa espécie neste planeta. Malversam um conceito
dos mais atuais e não se aprofundam nas técnicas
que o aproximam do uso e da utilidade funcional.
Paradoxalmente, sou obrigado a empreender um projeto de construção,
que mais se projeta como razão de uma vida, de uma fixação
existencial, como se vivesse em um país em guerra –
apesar de ter certeza que estamos em guerra conosco, sem que
percebamos o quanto os gestores deste país estão
nos afetando com os seus desmandos, a todos os dias, sem dar
um retorno que justifique os impostos que pagamos e desprezando
o risco à vida que eles expõem toda a sociedade,
como se o mundo real fosse uma fantasia que não os emociona
e nem os constrangem – consolidando dia após dia,
um feito, uma parede ou um alicerce que me permita dar mais
um passo à frente, seja para qualquer lado que esteja
virado, considerando todos como passíveis de intervenção
e de melhorias. É uma guerra que a minha geração
não verá vencedores, tamanho o custo em detrimento
do benefício. Construir para quê? Para depois ter
que pagar impostos e não ter a mínima segurança
física ou institucional?
Construir para depois de finalizada a obra, ter que pagar seguranças
para protegê-la? Construir para ter condições,
através do esforço e do trabalho, de criar melhor
os nossos filhos, para depois colocá-los à disposição
de uma ordem social confusa; uma subserviência à
política de malfeitores; uma loteria às avessas
de ruas mal construídas e cidades violentas, onde não
podemos transitar com segurança e nem conforto? Construir
para desavisados criarem leis que nos inibem de legalizar o
correto e conseqüentemente, nos impedem de trabalhar e
gerar empregos?
É, de fato, hoje só estou enchendo lingüiça,
mas escrever sobre o quê? Temos uma país de desigualdades
abissais, onde a esquerda se confunde entre gerar empregos aqui
ou na China; onde a direita, oligarca, ainda se vende por feudos
pobres mas que lhes dão poder e o centro, ou mesmo, os
sociais-democratas, como gostam de enfatizar, só saem
do muro quando caem em barca furada. Vou lhes contar, tem gente
que erra até quando faz a coisa certa!
Enquanto o tempo não passa e a página não
acaba, vou preenchendo dois cheques de trinta, pois, em certos
momentos, não consigo explicar, por própria debilidade,
como se escreve sessenta a quem me interpela e a quem, devo
ser subserviente.
É isto!